Novo capítulo da novela “O doping do ‘Gastelão'”

Novo capítulo da novela “O doping do ‘Gastelão'”

Agnes Lima
Kelvin Gastelum foi pego no doping por uso de maconha na noite após a luta contra Vitor Belfort, em Fortaleza, dia 11 de março. Por isso, foi suspenso por 90 dias e multado (como acontece em qualquer caso de doping). A comissão divulgou uma declaração revelando as mudanças que, supostamente, Gastelum fez em sua história sobre o resultado do teste:

1 – Gastelum inicialmente disse à CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de MMA) que usou uma medicação que tinha THC – em outras palavras, para uso medicinal apenas.

2 – Ontem, segunda-feira (8), ele mudou sua versão e diz que fumou.

3 – Ele afirma ter uma licença para usar maconha na Califórnia, no entanto, nunca apresentou essa licença à CABMMA e ao STJD.

4 – Sua licença só é válida na Califórnia, uma vez que cada Estado e país têm suas leis.

5 – Além de não apresentar a sua licença, ele nunca informou o nome da medicação, a dosagem (prescrição médica) e nome/informação do médico e por que seria necessário para ele usar a substância.

Finalmente, há inúmeros argumentos sem fundamentos e apoiados em mentiras contadas pelo lutador. Para piorar, ele afirma que fumou três semanas antes da luta. A dosagem muito superior detectada no teste nega esta tese. Aíííííí, pra terminar, o infeliz aceitou um acordo com a comissão (suspensão e multa) e foi à mídia reclamar sobre a multa. Vou aqui falar minha opinião e vocês me digam se concordam ou se me crucificam:

É por isso que sou contra a liberação de drogas recreativas para os esportistas. Não aumenta performance, mas… Quando eu digo que maconha é uma droga comportamental, muita gente me malha, mas a cada dia mais vemos isso. Kelvin Gastelum deu um belo exemplo da minha teoria e um péssimo exemplo pra quem pretende seguir o esporte, principalmente a jovens e crianças.

O cara vem pra lutar, fica na farra, bebendo, curtindo, cai no doping, mente, reclama e ainda sai falando mal do Brasil? Porra, Kelvin! Vai se danar, rapaz! Larga de ser maconheiro. Cria vergonha nesta cara e seja decente. Você é lutador do maior evento do mundo e é exemplo pra uma caralhada (sic) de gente. Não me faça te pegar nojo. Obrigada!

Decepção com o filme de Aldo

Por incrível que pareça, eu nunca havia assistido ao filme do José Aldo, o “Mais Forte que o Mundo”. Na verdade, pra quem me conhece sabe que eu sou avessa a assistir filmes, mas enfim, como o Canal Combate passou, eu assisti porque não tinha mais nada pra fazer  e estou decepcionada. Achei o filme muito ruim. Vou relatar alguns motivos:

1 – O filme mostra um José Aldo marginal, intolerante, sem controle de suas ações, agressivo e babaca. Se ele fosse assim, nunca teria chegado onde chegou. O filme só mostra um Aldo arrogante.

2 – Todas as cenas de lutas foram feitas em câmera lenta, o que me irritou profudamente, pois mostra que ninguém sabia lutar. E não foi somente nas cenas de lutas, mas quase em todo o filme.

3 – Muita viajêra (sic) no filme com cenas nada a ver ao invés de relatar os fatos. Fica parecendo filme de viagem de drogado.

4 – Aldo sempre disse que o pai foi seu maior incentivador, porém no filme eu senti raiva do véio o tempo todo porque ele me parecia escroto. No filme só me parece que Aldo odiava o pai o tempo todo.

Enfim, tenho algumas outras observações, mas tô muito irritada pra lembrar.

Partes legais do filme:

1 – Adorei a atuação do Milhem Cortaz como Dedé Pederneiras.

2 – Sabará, o tiozinho da academia, foi o personagem mais massa (hahahahaha…).

Foto: Divulgação

AGNES LIMA é formada em arbitragem de boxe pela Liga Sorocabana de Boxe e em MMA pela ABAL (Associação Brasileira de Arbitragem de Lutas). Atua como juíza e locutora em campeonatos regionais e estaduais. É proprietária do Centro de Treinamento King Fight/Team Maldonado e fundadora do grupo de Facebook “Do Vale Tudo ao MMA”.