Duas décadas em ação

Duas décadas em ação

Everton Gori

Neste sábado (14) teremos o maior evento que o UFC já organizou no Brasil , com um card recheado de estrelas e uma delas se destaca como um operário de sucesso. O nome é Vitor Belfort que, mais uma vez, entra na jaula como já fazia há 20 anos. Mas ele não terá tarefa fácil contra um dos melhores da categoria: Ronaldo Jacaré, atleta com boa conformação física e que tenta a sonhada chance de disputar o título.

Perto dos 40 anos de idade, Belfort, se vencer, pode disputar mais um vez o cinturão do maior torneio de MMA do mundo. É incrível como este atleta, que começou junto com a mistura de artes marciais e passou por todas estas fases do esporte, quando ainda era vale-tudo, continua lutando em alto nível. Vários outros lutadores que começaram junto já pararam ou não se mantiveram entre os melhores por muito tempo.

Mas Belfort é muito mais que um atleta bem-sucedido no esporte. O Fenômeno, como é conhecido, também é um visionário. Prova disso foi quando ele decidiu buscar outras academias para treinar. Na ocasião, foi criticado, chamado de traidor e hoje grande parte dos lutadores fazem o mesmo para priorizar a carreira. Depois disso, foi o primeiro a dizer “sim” a uma luta contra outro brasileiro. Enfrentou Anderson Silva, com quem já havia treinado, e ajudou a popularizar o MMA no Brasil. Atualmente, lutas entre brasileiros são comuns no UFC.

Também foi o primeiro a assumir uso TRT ( terapia de reposição hormonal ) e quando a notícia tomou revistas e sites, descobriu-se que, na verdade, muitos outros atletas faziam o mesmo. Agora, vamos aguardar para ver o que ainda pode fazer este operário do MMA e, por que não dizer, um revolucionário da mistura de artes marciais.

Foto: André Durão

EVERTON GORI, O ALEMÃO DO WRESTLING, é professor de educação física, faixa roxa em jiu-jítsu, atleta e professor de wrestling. Possui mais de 13 anos de experiência em artes marciais como boxe, caratê e kickboxing.