A evolução dos treinos físicos nas artes marciais

A evolução dos treinos físicos nas artes marciais

Everton Gori

Todos os mestres e treinadores de artes marciais devem se adequar à nova forma de treinamento físico que vem sendo apresentada. Trata-se de uma versão testada e comprovada cientificamente.

É comum as artes marciais terem o próprio método de treino e exercícios, mas nem todos esses exercícios funcionam. Às vezes, simplesmente, desgastam o atleta sem nenhum benefício ou qualidade a oferecer.

Hoje, o atleta deve fazer o treino de luta com o seu mestre e realizar o treino físico com seu preparador físico de forma claramente separada. No entanto, infelizmente ainda vejo ótimos mestres de luta cansando seus atletas com exercícios “estúpidos” antes de trabalhar a parte técnica. Isso é um atraso imenso!

O papel do treinador de luta é passar o máximo de técnicas e ensinamentos para o atleta, deixando o trabalho de velocidade, explosão, força, resistência, entre outros, para o educador físico. Entendam bem: não estou dizendo para abolir os exercícios naturais originários das lutas, mas sim que parem de encher linguiça e vamos ao que interessa que são as técnicas de luta.

Tratando-se de lutadores de MMA isso fica mais ridículo ainda, pois um atleta deste estilo tem, no mínimo, três professores de luta. Já imaginou se em cada disciplina o comandante da aula fizer o atleta se desgastar com tantos exercícios aleatórios e sem sentindo? Ao final teremos um atleta colocando 50% da sua energia em exercícios inúteis, cansado, à beira de um overtraining e – o pior – não evoluindo em nada tecnicamente.

Por enquanto, é isso!

Foto: malharbem.com.br

EVERTON GORI, O ALEMÃO DO WRESTLING, é professor de educação física, faixa roxa em jiu-jítsu, atleta e professor de wrestling. Possui mais de 13 anos de experiência em artes marciais como boxe, caratê e kickboxing.